“CATUITO”
Quanto tempo passou a entender-te?
Corpo muito pequeno e deliciosamente ágil
Com tuas penas curtas, castanhas e polidas.
Da minha varanda, só queria observar-te,
Saltavas de ramo em ramo, muito frágil
Com as tuas asas serenamente mantidas.
Quantas vezes me puz no teu lugar?
Imaginei que queria ser pássaro
E que podia fazer como tu, voar,
Sem ter necessidade de ser ávaro.
Segui o teu percurso, imaginando-me
Que, seria o melhor dos seres falantes.
Continuo a saltar, revezando-me
Entre ti e outros amantes.
Francisco da Renda
Obrigada amigo pelos teus escritos.