sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

A poesia de quem nao se sente poeta...

Mas é!



Estamos sempre esperando alguém


À ESPERA

Estás sempre à espera! Que faça chuva,
Que neve, que isto ou aquilo desapareça.
Mas não acontece nada. Se comes a uva
É claro que esperas que a fome esmoreça,

Se não dizes a alguém que a amas
Nunca irá saber o teu sentimento
E se trancares a vontade, não levantas
Jamais a âncora do teu sofrimento.

Mas tu gostas de esperar, senão mudarias,
Não mudas porque gostas de observar
Lenta e serenamente e não entregarias

Ao pássaro que contemplas ao longe,
A tua preguiça de conjugar o verbo amar.
Um conselho: enquanto esperas, come funge.


Estoril, 31 de Março de 2005
Francisco da Renda

Descaradamente pedi ao poeta para transcrever os seus poemas.


Obrigada amigo.


Beijo gordo



1 comentário:

Anónimo disse...

kambuta
facodo@netcabo.pt
on 2007/01/23 at 8:56pm
Dina, eu é que agradeço a tua imensa sensibilidade. Um abraço.

Dina, eu é que agradeço a tua imensa sensibilidade. Um abraço.
facodo@netcabo.pt
kambuta
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