ARREPIADO
O meu coração acelera, os meus poros
Dilatam-se, a minha pele fica enrrugada,
As narinas adejam e a Mente fica parada.
É assim que eu fico, sempre que a modos
Confronto algumas realidades, tão diferentes,
Tão iguais, à luz das diversas frentes.
Aquela, luta por ser igual (e resiste),
Aqueloutra, bate-se por o não ser (e insiste).
A beleza, a fealdade e os contrários
Fazem-me lembrar, o que viu um “Sradivarius”:
Antigo, complexo e uma “obra-prima”.
Mas perante uma guitarra Portuguesa
Singela e simples, ficaríamos de certeza
Arrepiados, principalmente quando ela trina.
Estoril, 10 de Julho de 2004
Francisco da Renda
sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007
Guitarra Portuguesa
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