quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

VENTO

Vento


és a casa dos pássaros.


és o não-chão. nem tremor nem homens nem calor. és o


aéreo que encandeia as nuvens e, num passo gémeo, as


conduz.


és sedução genuína nessa textura que usas no mar. os


pássaros te freqüentam erráticos porque também és o


eco da poesia — a estranha densidade de nada pisar



o não silencioso.


o silencioso.



és o deserto que chove sobre o mundo 


Esperar o vento...
Ondjaki





 




Sem comentários: