Fruta do paraíso
companheira dos deuses
as mãos
tiram-lhe a pele
dúctil
como, se de mantos
se tratasse
surge a carne chegadinha
fio a fio
ao coração
leve
morno
mastigável
o cheiro permanece
para que a encontrem
os meninos
pelo faro
Ana Paula Ribeiro Tavarez (Angola)
1 comentário:
Gaivota Ditosa
Sobrevoei estas paragens. Vim ao cheiro do café e vim à procura de letras perdidas, dessas que por aí andam à espera que alguém as reencontre e as faça renascer em novas palavras.
Reparei que há muito que não há café, que não há letras...
"Para quando o regresso?", deve perguntar quem por aqui passa, assim como eu hoje também pergunto...
gaivotaditosa@iol.pt
Enviar um comentário